Dag Nasty: Can I Say? Música

Dag Nasty: Can I Say?


Formada em 1985 em Washington DC, o Dag Nasty – com suas melodias e letras de cunho pessoal, introduziu a emoção no hardcore punk ao lado de bandas como Embrace.

Depois de 14 anos de inatividade, a banda voltou com força em 2016, lançando o 7” Cold Heart, com Shawn Brown nos vocais e fez diversas tours nos EUA e Europa. Entre o intervalo de uma tour e outra, batemos um papo rápido com o Brian Baker (ex-Minor Threat e Bad Religion).

Divirta-se!

Entrevista por: Helinho Suzuki

Como foram os primeiros dias do Dag Nasty? Como vocês se juntaram?
Brian Baker: Em 1985, Colin, Roger e eu decidimos formar uma nova banda de hardcore, em Washigton, DC. O Shawn era parte da cena hardcore punk local e nós achamos que ele seria um bom vocalista, então perguntamos se ele queria fazer um teste.

Apesar do Shawn ter escrito quase todas as letras do Can I Say (o álbum que a banda ganhou maior notoriedade), ele deixou a banda antes do disco ser lançado. Como ele se sente ao ouvir suas letras cantadas pelo Dave Smalley (que assumiu os vocais após sua saída)?
Shawn escreveu algumas letras do Can I Say, mas a banda escreveu todas as músicas e a maioria das letras. Nós substituímos o Shawn pelo Dave, porque naquela época nós achávamos que o Dave seria melhor que ele.

Minority One, útimo full album, foi lançado em 2002 e tinha o Dave nos vocais. Por que vocês decidiram chamar o Shawn para a banda novamente? A ideia era reunir a formação original?
Nós chamamos o Shawn para a banda quando nós a reformamos porque ele era da formação original e porque ele era o melhor vocalista. Nós nunca deveríamos ter chutado ele da banda, mas garotos fazem coisas estúpidas. Ele nos perdoou e estamos muito felizes de ser amigos novamente.

Vocês lançaram em maio o compacto “Cold Heart”. Como foi trabalhar com a Dischord Records e o Don Zientara (famoso produtor de DC que assinou trabalho de bandas como Minor Threat, Fugazi, entre outros), depois de tanto tempo?
A Dischord sempre foi ótima com a gente, e estamos muito felizes que o Ian (Mckaye, dono da gravadora), estava disposto em lançar nossos novos sons, depois de estar longe da gravadora por tanto tempo. Gravar com o Don e o Ian no Inner Ear Studios foi tipo uma viagem no tempo. Me senti como há 30 anos, quando gravamos nossos primeiros discos com eles.

Podemos esperar um novo álbum?
Assim que tivermos tempo de escrever novas músicas.

Algumas pessoas dizem que o Dag Nasty é uma das primeiras bandas emo. O que você acha sobre isso e como você define o termo emo?
Tinha um monte de bandas antes da gente tocando hardcore melódico. O termo emo se originou de um tom pejorativo e a gente costumava a fazer piadas com essas bandas que pareciam mais interessadas em realizar sessões de terapias em público do que tocar músicas. Eu não tenho a menor ideia do que emo quer dizer hoje em dia.

Dag Nasty: Can I Say?

Brian Baker (Dave Mead)

Vocês são old school punk rockers, que inventaram isso e ainda influenciam a vida das pessoas e bandas ao redor do mundo. Como vocês se inspiram para fazer algo novo?
Escrever e tocar música são minhas coisas favoritas no mundo. Isso tem sua própria inspiração.

Todos na banda devem ter famílias, filhos e trabalhos regulares. O que significa para vocês estarem em uma banda em 2016?
A mesma coisa de estar em uma banda em 1985. Nós queremos tocar música para as pessoas e conhecer o mundo fazendo isso.

Como vocês estão respondendo uma entrevista para uma revista de skate, você pode falar sobre o envolvimento de vocês com ele? Como isso aconteceu?
Punk Rock e skateboarding têm seus caminhos entrelaçados desde o início. Ambos são uma subcultura rebelde e altamente artística. Skate e punk são uma forma de auto-expressão, e são inerentemente anti-autoridade. Todos nós andávamos no passado, mas agora só de vez em quando. Machucados demoram para serem curados em nossas idades.

O que vocês conhecem do Brasil? Alguma banda, cultura ou outra coisa?
Seu governo é tão corrupto quanto o nosso! Estão falando sobre isso agora.

O que podemos esperar daqui pra frente? Talvez uma tour brasileira?
Absolutamente! Estaremos por ai assim que der!

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Por Redação Tribo Skate
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