Música

Deb And The Mentals: Garageira Noventista


Deb and The Mentals é um grupo de rock alternativo que faz um som ao mesmo tempo potente e repleto de melodia.

Deborah Babilônia (voz), Giuliano Di Martino (bateria), Guilherme Hypolitho e Stanislaw Tchaick (baixo) retomam aquele espírito debochado que marcou o grunge e a second wave do punk americano. A Tribo Skate conversou com o simpático baterista Giuliano.

texto Eduardo Ribeiro / foto Pedro Margherito

O que os motivou a montar a banda?
Deb and The Mentals: Giuliano Di Martino: O Deb and The Mentals surgiu meio que do nada. Já nos conhecíamos fazia algum tempo. Gravamos um EP (Feel The Mantra, 2015) de quatro músicas, produzido pelo Capilé, no Costella, e deu uma boa repercussão.

Depois de uns tempos a gente tava rodando o Brasil com um único EP. Uma doidera. Ninguém esperava nada disso em tão pouco tempo! Ainda mais fazendo esse tipo de som e em inglês. Aí, depois de um ano começamos a preparar Mess.

Sem pressa alguma. Tudo bem relax, pra deixar do jeito que a gente queria. E rolou! Ficamos muito contentes com o resultado. Mozine também, tanto que lançamos pela Läjä Records. A proposta foi sempre a mesma: se divertir.

O nome da banda é um dos mais legais dos últimos tempos. Em que ocasião ele surgiu?
Deb and The Mentals: WOW! Que demais saber disso! Foi um nome que saiu de um trocadilho. A gente tem essa mania de ficar fazendo trocadilho com tudo, juntando palavra, falando de trás-pra-frente.

Queríamos um nome composto tipo, Iggy and The Stooges, Johnny Thunders and The Heartbreakers. Nessas de ficar falando “Deb and The qualquer-coisa”, o Bi [baixista] soltou Deb and The Mentals. Pronto. Temos um nome. Acho que o jeito como ele surgiu e o próprio trocadilho explicam muito sobre a gente. É o tempo inteiro assim.

Vocês já tocaram em outras bandas juntos antes do Deb and The Mentals?
Deb and The Mentals: Conheço a Deborah de quando ela tocava no Rocketeers, há uns cinco anos. Na época eu tocava no Veronica Kills e conheci o Guilherme nessa época, por causa do irmão dele, o Chuck Hipolitho.

Deborah tocou em outras bandas antes disso (End Hits, PUS). O Bi toca no Water Rats e tocava no Swallow the Waffle também.

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Qual foi o rolê mais engraçado em que já tocaram?
Deb and The Mentals: Uma história doida foi o que rolou em Pouso Alegre, MG. Quando chegamos lá, era uma casa de bairro, dessas com portão e garagem, família da galera, oito cachorros… O show era numa garagem dentro da casa. Com vista pra um quarto!

Na hora do show, olhei pra trás e tinha uma janela de um quarto, atrás da bateria, com uma galera assistindo ao show, em cima de uma cama! Tipo camarote. No final, foi um dos shows mais legais que toquei.

O som era o mais simples possível. Não tinha retorno nem nada. Tinha tudo pra ser uma merda, mas foi maravilhoso. Galera incrível. Muito amor envolvido. A galera de Pouso Alegre é realmente crust-punk.

Como pintou a ideia de fazer aquele clipe de “Bleeding” mandando um style fingerboard?
Deb and The Mentals: “Bleeding” veio da minha pira estética com skate old school. Ainda dou um rolê, mas sempre fui muito prego. Mas minha pegada é essa estética do skate 80’s.

Sempre comprei revista de skate (tenho uma pilha de Tribo Skate aqui em casa. [risos]), isso me influenciou muito. E sou doido com vídeos de skate antigos, os VHS da Powell Peralta (The Search for Animal Chin é uma obra-prima). Quando eu era mais novo rolou essa febre de fingerboard teck deck, eu tinha alguns e recentemente, achei.

Aí pirei de fazer um clipe como se fosse um vídeo de skate, só que de dedo.

Vi que fizeram até um skatinho da banda, né?
Deb and The Mentals: Comentei isso com o Rapha da Lodo Boards – que só fazem skates cruiser, uns tubarões com concave e todo o tipo de coisas lindas nessa pegada old school, em casa – e ele fez um shape de fingerboard do Deb and The Mentals pra filmar!

Saí filmando em todo canto. Bowl de comida, pia de banheiro, borda de açougue… E ficou essa doidera aí. Se não bastasse ele fazer um shape, quis fabricar uma série limitada de 140 shapinhos, que ele cola, corta, lixa e serigrafa, igual aos shapes de verdade. A Lodo colaborou muito pra esse clipe rolar.

Veja mais e ouça Deb And The Mentals

goo.gl/sucCHg

debandthementals.bandcamp.com

Por Redação Tribo Skate
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