Edu Revolback entrevista: Felipe Gasnier Entrevista

Edu Revolback entrevista: Felipe Gasnier


Artista plástico, músico, empresário, punk, skatista… São várias boas definições para Felipe “Xilip” Gasnier se encaixar.

Workaholic e inquieto desde a infância, o inventivo artista mora hoje na Finlândia e vem se consolidando no underground da arte contemporânea mundial, provando mais uma vez que com talento, foco e determinação se vai longe.

Edu Revolback entrevista: Felipe Gasnier

 

 

Apresente-se, pra quem não o conhece ainda.
Com nove anos comecei a tocar guitarra e andar de skate, com 12 já amava muito Ramones e as VHS da 411VM. Aos 15 quebrei a coluna andando de skate e durante os 3 meses que fiquei de cama compus dezenas de músicas, montei minha primeira banda de hardcore, depois uma gravadora, uma loja virtual e uma editora de livros.

Posso dizer que durante 13 anos trabalhei para o rock underground do Brasil. Desde o início da gravadora, pela falta de verba para contratar artistas gráficos, tive que assumir as artes, uma espécie de D.I.Y à força. Muitos amigos me apoiaram e com o tempo descobri que arte é o que mais amo fazer. Em 2016 tomei coragem e larguei tudo que tinha no Brasil para focar na minha carreira de arte e música aqui na Finlândia.

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Quando você se interessou por desenhar?
Acho que o interesse veio de berço! Fui criado pela minha avó, que sempre pintou, cantou em coral, mexia um pouco com decoração, adorava moda etc. Mas só comecei a levar mais a sério quando fazia estampas de camisetas e cartazes de shows para bandas, e recebia elogios.

Muitas bandas pediam os originais e os enquadravam, ou me chamavam para fazer a capa do disco, aí acreditei neles e comecei a me levar um pouco mais a sério.

Digo isso pois eu sempre fiz arte brincando, como desenho de mesa de colegial, sabe? A minha pegada era meio tosca, meio anos 90, influenciado por artistas como Daniel Johnston, Basquiat, Sesper, Carlos Dias (aoseualcance), Nekro (Fun People), Tomas Spicolli.

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Como você define a sua arte?
Cara, minha formação é o punk & o DIY. Tudo o que acredito é na expressão e liberdade de comunicação. Definir minha arte é uma ferramenta que tenho para expressar o que aprendi com meus mestres. Na prática: expor obras em galeria com um temática que estudei e acredito, como quando falei sobre a depressão que hoje é a doença que mais mata no mundo (!!!) e pouco se fala.

Ou abrindo portas como esta aqui na revista, que graças a minha arte chamou para contar um pouco da minha trajetória. Quem sabe, sirva de inspiração para alguém do que fazer ou não fazer. Fui formado por zines, discos e muitas entrevistas; estou no mesmo caminho, quero estar aqui ou em algum lugar falando sobre minha visão de mundo. Junto com quem quer um mundo melhor e acredito que todas as formas de arte ilustrarão o melhor caminho para isso.

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Quais os lugares que você já expôs, qual a que você mais destaca e por quê?
Já expus algumas vezes no Brasil e aqui na Finlândia. Também já participei de coletivas em Nova York, Berlin e Buenos Aires. Meu sonho é viajar o mundo todo expondo; em uma van. Acredito que se sonharmos bem sonhadinho tudo acontecerá.

A minha primeira exposição aqui Finlândia me marcou muito, foi paixão à primeira vista com o país. Fiquei uma semana aqui e voltei para o Brasil decidido: literalmente dei fim em tudo! Minha companheira, eu e minha gata viemos começar tudo outra vez aqui do outro lado do mundo. Não tem como não ter sido especial, não é?

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Conheça mais de Felipe Gasnier

http://felipegasnier.com/

Por Redação Tribo Skate
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