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Edu Revolback entrevista: Ratones


Com o seu estilo único e de muita propriedade, Everaldo Marques aka Ratones é um dos principais ilustradores do mercado brasileiro de skate. Ele anda de skate desde 1985, é fundador do grupo Skate das Antigas, pai de família.

Confira logo abaixo um pouco mais desta grande pessoa!

Fotos por: Eduardo Braz

Como você entrou no mundo da arte/skate?
Foi como toda criança que gosta de desenhar desde pequeno. Gostava de ver o mestre Daniel Azulay desenhando em seu programa, tive um grande influenciador que foi um tio meu, que pintava.

Já o skate eu conheci em 1979, me lembro de uns caras da minha rua descendo de skate, achava demais, mas só comecei a andar mesmo em 1985. Fiz minhas primeiras pinturas na rua mais ou menos em 84, ainda no “fim” da ditadura, era a maior treta.

Mas antes de começar a andar eu era meio radicalzão e achava que skate “era coisa de boy”, mas quando conheci Grinders, Dead Kennedys, JFA, eu vi que o skate era bacana e também tinha um lado de protesto e se posicionar na sociedade.

Pra quais marcas de skate já trabalhou?
Para uma boa parte das marcas, entre elas: Lifestyle, Narina, Diet, Sick Mind, Skate até Morrer, Freedom Fog, Juice, Sims, Yourface, 1968, Adio, Fallen, Zero, Vertical, Flying, Perfect Line, Superior Skateboards (USA), entre outras.

Como você entrou no mundo da arte/skate? Foi como toda criança que gosta de desenhar desde pequeno. Gostava de ver o mestre Daniel Azulay desenhando em seu programa, tive um grande influenciador que foi um tio meu, que pintava. Já o skate eu conheci em 1979, me lembro de uns caras da minha rua descendo de skate, achava demais, mas só comecei a andar mesmo em 1985. Fiz minhas primeiras pinturas na rua mais ou menos em 84, ainda no "fim" da ditadura, era a maior treta. Mas antes de começar a andar eu era meio radicalzão e achava que skate "era coisa de boy", mas quando conheci Grinders, Dead Kennedys, JFA, eu vi que o skate era bacana e também tinha um lado de protesto e se posicionar na sociedade. Pra quais marcas de skate já trabalhou? Para uma boa parte das marcas, entre elas: Lifestyle, Narina, Diet, Sick Mind, Skate até Morrer, Freedom Fog, Juice, Sims, Yourface, 1968, Adio, Fallen, Zero, Vertical, Flying, Perfect Line, Superior Skateboards (USA), entre outras. Você é o fundador da página Skate das antigas, qual é a finalidade? Criei há um pouco mais de três anos. Até mais ou menos o fim dos anos 90 ainda andava forte, pensando em filmar e tal, mas de 2000 pra cá só for fun mesmo. Agora, mais velho, a gente percebe que o skate mudou e uma coisa que sempre senti falta era ver a valorização do skate nacional. Tive ideia de fazer um grupo juntando a galera que andou de skate nos anos 70, 80. Aí começou a entrar gente todo dia e os amigos voltaram a se reencontrar, andar de skate, falar sobre nossa história e não parou mais. Já fizemos dois Encontros e estão me pedindo o terceiro. Hoje, com mais de 10 mil membros, é gratificante demais fazer esse trabalho, ainda mais ouvir direto que membros voltaram a andar de skate depois que conheceram o grupo. Quais são as suas maiores influências tanto no skate quanto na arte? Influência é algo muito legal, porque às vezes uma coisa nada a ver te influencia. Tanto pelo lado artístico quanto pelo lado de skatista, a rua influencia muito, as pessoas, o dia a dia, eterna observação de tudo que está à volta. Na arte, Daniel Azulay na forma de desenhar, Maurício de Souza, Walt Disney, nossas influências de época. Já na adolescência, muita coisa, mas o mais marcante pra mim acho que foi Keith Haring, a capa do disco do Malcolm Mclaren foi algo expressivo na formação artística, cultura de rua e suas influências. Viver de arte no Brasil é pra poucos, pra quem está começando o que você aconselha? Arte é observação. Observe tudo a sua volta, estude, pratique, desenvolva seu próprio estilo, não copie nada, não é legal. Desenvolver uma identidade do seu trabalho, dá trabalho (risos). Autenticidade é tudo. Pode ser influenciado por algum artista, ok, todos somos. Mas crie a sua arte, procure conhecer outros artistas, como trabalham, e faça tudo diferente. Trabalhe honestamente, seja correto, profissional, valorize a profissão, e tudo dará certo. Reconhecimento vem de bons trabalhos, postura como artista e como pessoa. E de muito empenho. Desenhe ou pinte todo dia. Qual o maior skatista de todos os tempos e por que? Rodney Mullen para mim é o maior de todos os tempos. Tantos outros, brasileiros e de fora, são ótimos também, mas RM transformou o skate em arte, inovou demais, mudou a forma de andar em todas as modalidades, sem palavras. Projetos futuros? São muitos. Alguns em processo e outros em andamento. No momento faço um projeto muito legal de oficinas de customização de shapes e algumas unidades do Sesc já me convidaram a desenvolver este trabalho. Tive a honra de ser convidado pelo Gyrão para fazer a arte do shape comemorativo de 26 anos da Tribo Skate, estou trabalhando nisso e em mais um monte de coisa (risos). Apesar do tempo apertado, continuo com o projeto Skate das Antigas, que é muito legal. Estou sempre pintando, andando de skate e cuidando da minha família. É isso aí, obrigado Tribo Skate, grande abraço a todos!

Você é o fundador da página Skate das antigas, qual é a finalidade?
Criei há um pouco mais de três anos. Até mais ou menos o fim dos anos 90 ainda andava forte, pensando em filmar e tal, mas de 2000 pra cá só for fun mesmo. Agora, mais velho, a gente percebe que o skate mudou e uma coisa que sempre senti falta era ver a valorização do skate nacional.

Tive ideia de fazer um grupo juntando a galera que andou de skate nos anos 70, 80. Aí começou a entrar gente todo dia e os amigos voltaram a se reencontrar, andar de skate, falar sobre nossa história e não parou mais. Já fizemos dois Encontros e estão me pedindo o terceiro.

Hoje, com mais de 10 mil membros, é gratificante demais fazer esse trabalho, ainda mais ouvir direto que membros voltaram a andar de skate depois que conheceram o grupo.

Quais são as suas maiores influências tanto no skate quanto na arte?
Influência é algo muito legal, porque às vezes uma coisa nada a ver te influencia. Tanto pelo lado artístico quanto pelo lado de skatista, a rua influencia muito, as pessoas, o dia a dia, eterna observação de tudo que está à volta.

Na arte, Daniel Azulay na forma de desenhar, Maurício de Souza, Walt Disney, nossas influências de época. Já na adolescência, muita coisa, mas o mais marcante pra mim acho que foi Keith Haring, a capa do disco do Malcolm Mclaren foi algo expressivo na formação artística, cultura de rua e suas influências. 

Viver de arte no Brasil é pra poucos, pra quem está começando o que você aconselha?
Arte é observação. Observe tudo a sua volta, estude, pratique, desenvolva seu próprio estilo, não copie nada, não é legal. Desenvolver uma identidade do seu trabalho, dá trabalho (risos). Autenticidade é tudo.

Pode ser influenciado por algum artista, ok, todos somos. Mas crie a sua arte, procure conhecer outros artistas, como trabalham, e faça tudo diferente. Trabalhe honestamente, seja correto, profissional, valorize a profissão, e tudo dará certo.

Reconhecimento vem de bons trabalhos, postura como artista e como pessoa. E de muito empenho. Desenhe ou pinte todo dia.

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Qual o maior skatista de todos os tempos e por que?
Rodney Mullen para mim é o maior de todos os tempos. Tantos outros, brasileiros e de fora, são ótimos também, mas RM transformou o skate em arte, inovou demais, mudou a forma de andar em todas as modalidades, sem palavras.

Projetos futuros?
São muitos. Alguns em processo e outros em andamento. No momento faço um projeto muito legal de oficinas de customização de shapes e algumas unidades do Sesc já me convidaram a desenvolver este trabalho.

Tive a honra de ser convidado pelo Gyrão para fazer a arte do shape comemorativo de 26 anos da Tribo Skate, estou trabalhando nisso e em mais um monte de coisa (risos).

Apesar do tempo apertado, continuo com o projeto Skate das Antigas, que é muito legal. Estou sempre pintando, andando de skate e cuidando da minha família. É isso aí, obrigado Tribo Skate, grande abraço a todos!

Por Redação Tribo Skate
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