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Entrevista de Carlos Ribeiro para Street League


O gaúcho Carlos Ribeiro é um dos oito finalistas da temporada 2017 da Street League que competirão nessa sexta-feira, dia 15, pelo título do Super Crown World Championship.

A Street League entrevistou o skatista, que falou sobre sua experiência na Liga e os planos caso vença a competição. Leia tradução na íntegra.

Assista as finais masculina e feminina do Super Crown a partir das 21h (horário de Brasília) pelo http://etnlive.com/

Carlos Ribeiro, backside smithgrind. (Cortesia Street League/Justin Crownford)

Como foi andar nas duas temporadas da Street League?
É divertido, melhor do que eu esperava. Você viaja o mundo com seus amigos e anda de skate. Eu gosto do formato. É melhor. Faz você querer acertar as manobras. Não sei. Me diverti muito. Eu não sei como era antes de eu entrar, mas curti muito.

Sua estratégia mudou do ano passado para esse ano?
Quando eu entrei, eu não estava pensando em termos de estratégia. Só estava andando de skate. Agora, eu tenho a estratégia de só tentar as manobras que tenho no pé. Eu comecei a ter um pouco de estratégia nesse ano.

Alguns dos skatistas da Street League são conscientes da pontuação que os juízes deram para sua última manobra ou a nota do skatista anterior. Você pensa sobre essas coisas?
Não, eu não penso sobre essas coisas. Quando estou andando de skate, eu tento não olhar o placar porque não gosto de sentir a pressão que preciso aumentar a pontuação. Eu tento ir com o que tenho em mente e não ver o placar ou outra coisa.

Você tem muitas manobras técnicas que as pessoas consideram de alto risco tentar num campeonato. Como que você saca elas na Street League?
Geralmente eu vou com as manobras que sei que acerto se vou na confiança. Depois, tem as manobras que dá medo. Eventualmente, chega ao ponto em que você sabe que tem uma tentativa para marcar o que precisa e essa é a Street League, então você tem que ir e esperar que funcione. Está se tornando cada vez mais assim – tentando coisas difíceis que você normalmente não tenta. Mas você sabe que se for totalmente na confiança, você vai acertar.

O Super Crown World Championship está chegando. Como você está se sentindo?
Estou muito empolgado, na real. Estou muito empolgado mesmo de estar lá com todo mundo. Eu não esperava isso. Estou animado. Pra mim, eu sinto que é um campeonato que já estou na final. Geralmente, eu fico nervoso na eliminatória. Então, se eu passo pra final, é tipo “yeah, que demais!” Nesse eu sinto que já estou na final. Vai ser divertido, com certeza.

Se você ganhar, o que vai fazer com o dinheiro?
Provavelmente guardar e continuar vivendo como eu vivo. E claro, ajudar minha família no Brasil. Com certeza, mas nada especial.

Quem são os skatistas da Street League que você gosta de assistir?
Bem, Shane, com certeza. Ele acerta manobras loucas. Ishod, claro, as pessoas o curtem. Evan, eu fico de cara de ver ele porque ele nunca tenta nada nos treinos. Ele só aparece e começa a voar. É demais ver o Tiago também. Costumamos andar juntos. Então é legal estar lá com ele. Nós conversamos sobre o que vamos tentar. É demais ver o que ele faz lá. É difícil.

Fora os EUA, o Brasil é o país com mais skatistas na Street League. Porque você acha que tantos skatistas de nível saem do Brasil?
Eu não sei, é grande. Brasil é um país bem grande. Tem muitas pessoas. E tem muita gente andando de skate também. Geralmente, quando eu volto pro Brasil e vou numa pista, vejo muitos moleques diferentes destruindo. Eu acho que eles tem muita paixão. Pra gente, se você chega aos EUA, se realizou. É uma coisa muito difícil chegar aqui do Brasil. Tem se muita paixão em andar de skate no Brasil. Não é como algo normal para sair do Brasil. Então, os skatistas tentam muito.

O skate estará nas Olimpíadas em 2020. O que você acha do skate nas Olimpíadas, e você representará o Brasil se tiver oportunidade?
Acho demais. No começo eu estava um pouco encanado. Mas está crescendo. Então vamos deixar crescer. É uma coisa boa. E, claro, vou andar pelo time do Brasil.

Carlos Ribeiro, backside over crooked grind. (Cortesia Street League/Justin Crownford)

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Por Redação Tribo Skate
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