Datafolha atualiza para 8,5 milhões o número de skatistas no Brasil

20 de abril de 2016 ● POR Redação Tribo Skate

skatistas no Brasil

Pesquisa encomendada pela Confederação Brasileira de Skate em 2015 aponta crescimento de mais de 100% o número de skatistas no Brasil. Segundo o Instituto Datafolha, há mais de 8,5 milhões de skatistas no país. A última pesquisa realizada, em 2009, contabilizou 3,9 milhões.

Baseado no Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2014, foi constatado que 11% das residências tem ao menos um praticante de skate. Uma média de 1,18 por domicílio.

Entre os dias 10 e 12 de março de 2015, pesquisadores do Datafolha entrevistaram 2296 pessoas espalhadas pelo Brasil. O objetivo foi medir e atualizar em números o perfil de praticantes de skate nos lares brasileiros. Esse estudo aconteceu pela quarta vez e mostrou um gigantesco salto de popularidade desde a última pesquisa.

Segundo Ed Scander, vice-presidente da CBSk, entre os principais dados que chamaram atenção, é que houve “um crescimento significativo na quantidade de mulheres vencendo um preconceito enraizado na sociedade brasileira que esporte não é para mulheres, que skate é esporte para homem porque machuca. Foi comprovado o que se vê na maioria dos parques e orlas pelo país; centenas de mulheres andando de skate. Também o fato de ter mais que dobrado o número de pessoas que tem skates em casa, mesmo que a esmagadora maioria ainda não consuma o mercado nem cena de skate. Isto é, não compram seus produtos em skateshops, nem de marcas ‘core’, não procuram se informar sobre o que acontece no skate, como muito menos participam de eventos”.

Os pesquisadores foram a campo com duas perguntas, “Na sua casa tem alguém que pratica ou anda de skate?” e “Quantas pessoas andam ou praticam skate na sua casa?“, e levantaram os seguintes dados, que traça o perfil dos skatistas brasileiros:

Idade
Até 10 anos: 26%
De 11 a 15 anos: 36%
De 16 a 20 anos: 21%
Mais de 21 anos: 17%

Sexo
Masculino: 81%
Feminino: 19%

Classes sociais
Classe A: 3%
Classe B: 23%
Classe C: 47%
Classe D e E: 27%

Região Sul: 12%
Região Sudeste: 14%
Região Nordeste: 7%
Regiões Norte e Centro-Oeste: 11%

Foram realizadas 2.296 entrevistas por todo Brasil, distribuídas em 146 municípios de forma a representar as regiões geográficas do país.

A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

Para garantir a representatividade do universo, houve ponderação por região geográfica, sexo e idade, de acordo com o Censo 2010/ Estimativa 2014. O ajuste de classe econômica foi baseada no Consolidado Datafolha.

A checagem foi pessoal (in loco) e também telefônica (posterior à coleta de dados), cobrindo no mínimo 20% do material de cada pesquisador.
Todos os questionários e a base de dados para processamento são submetidos a uma análise de consistência entre as respostas.