Oi STU Open 2018: Um primeiro ano exemplar

23 de novembro de 2018 ● POR Cesar Gyrão

Apoteose. Esta seria a palavra certa para representar o que significou o encerramento do Oi STU Open, no último domingo na Praça Duó, no Rio de Janeiro.

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Sim, conforme diz o dicionário, foi o ponto mais importante de uma situação, de um acontecimento, uma ação; o ápice de um ano em que o skate brasileiro abraçou a condição de esporte olímpico servindo de exemplo para o mundo.

Luizinho, fs smith.

Não é exagero dizer que o ranking da CBSK (Confederação Brasileira de Skate), finalizado neste grande evento na Barra da Tijuca, estabelece uma liderança do Brasil em termos de organização do nosso esporte em nível internacional.

As imagens dos pódios, dos times que colocaram este grande circo para funcionar, as voltas dos finalistas e dos campeões, as transmissões na TV, nos sites, os lives e stories nas redes sociais representam apenas uma parte destes momentos apoteóticos.

Pedro Barros, Yndiara Asp, Kelvin Hoefler e Letícia Bufoni, entre outros grandes nomes, elevaram ainda mais suas condições de ídolos de modalidade esportiva que não para de crescer e se organizar. Um esporte que movimenta uma cultura ímpar, bem retratada nas áreas de convivência do STU.

2018 marcou a junção do Circuito Brasileiro de Skate da CBSK com a plataforma Skate Total Urbe (STU), numa parceria da empresa Rio de Negócios com a Confederação e apoio institucional do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Foi criado o STU Qualifying Series com etapas no Rio (RJ), Florianópolis (SC), São Paulo (SP) e Sapiranga (RS), classificando os melhores para o Oi STU Open, evento com pontuação dobrada.

A exemplo de 2017, para este evento haveria uma etapa Latino Americana e a participação de competidores de outros pontos do planeta, bem posicionados nos rankings internacionais.

Entre as novidades deste ano, desde a etapa de Sapiranga, a CBSK passou a adotar o sistema informatizado de notas da The Boardr, o que proporcionou um avanço considerável para o funcionamento da competição, com juízes lançando as notas das voltas em tablets e uma computação dos resultados quase instantânea, linkando com as fotos dos competidores a cada apresentação nos telões das áreas do Street e do Park.

Pedro Barros, bs 540

Tudo muito bem sincronizado para as transmissões e dando muito espaço para que as emoções de skatistas e do público fossem provocadas a cada instante. Difícil ficar indiferente a tamanho espetáculo.

Como plataforma cultural o Oi STU Open deste ano conseguiu melhorar o que havia sido bom em 2017, contando com artistas e militantes do universo do skate nos shows, nas oficinas de customização, nas instalações artísticas, nos talks (palestras) e até nos ambientes acrescentados como a exposição “O Skate Junta”, na área liberada para quem quisesse andar de skate com os obstáculos Burnkit e mesmo na área de alimentação.

Shows fantásticos preencheram a semana, como os do Garage Fuzz, Metá Metá, Bia Ferreira, BK, Kamau e Parteum, Black Mantra e BNegão.

Além do suporte técnico do pessoal da CBSK, skatistas e personagens realmente vinculados ao desenvolvimento do skate estiveram em praticamente todas as frentes da festa.

Rayssa Leal, heelflip

Desde as equipes de comunicação com presenças como as do Flavio Samelo, Lucas Xaparral, Guilherme Abe, Anderson Tuca e Pablo Vaz até o Experimental Skate Arte e a galera da Vista na ação Red Bull Tricks’n’Roll, que fechou as baterias de competição no formato enlouquecido de jam sessions liberadas para os obstáculos flamejantes no Park e no Street, sob o som de BNegão e Seletores de Frequência.

Sim, 2018 ainda não acabou, mas pode ser considerado um ano exemplar pela retomada do Circuito Brasileiro em alto nível e uma final com tamanho cuidado aos aspectos da cultura do carrinho.

Depois disso tudo, o mais legal é saber que com esse campeonato, agora temos uma Seleção Brasileira indicada por um ranking. Essa é situação nova pro skate, e esse é só o começo.

Fotos: Julio Tio Verde, Julio Detefon e Pablo Vaz.