Vi Kakinho e o Real Life Happening

16 de novembro de 2016 ● POR Redação Tribo Skate

A Volcom Brasil acaba de lançar o episódio do skatista profissional ViníciusKakinho” no projeto “Real Life Happening“.
Caçula do Clan Kakinho, Vi é filho do lendário Leo e sobrinho do Gui, profissionais da década de 80 que cresceram em Guaratinguetá, interior de São Paulo. A pista da cidade sediava o principal campeonato brasileiro de skate na época e o pai de Vi destruía no Vert, Bowl e Street. A paixão pelo surf levou Leo a se mudar para Florianópolis, onde nasceu Vinícius. O dois vivem um lifestyle dos sonhos, com a vida real acontecendo.

A Tribo Skate conversou com Vi sobre o vídeo e seu DNA skateboard.

 

Por Sidney Arakaki

 

Essa é sua primeira parte individual?
Sim. Pela Volcom Brasil essa é minha primeira parte individual.

Quando você chega num pico, costuma pensar nas manobras pra serem gravadas e guardadas, ao invés de soltar nas redes sociais?
Quando chega na pista, acho que todos skatistas já vão analisando e pensam em lugares que podem fazer manobras mais pesadas pra serem guardadas. Claro que as mais leves podem ser jogadas nas rede sociais de boa. Mas sempre que eu chego num pico eu tento memorizar, ver a pista inteira e vejo o lugar apropriado pra dar a manobra e gravar. Pra fazer a parte ficar mais pesada e nessa você evolui junto, porque muitas vezes é uma manobra que você nem sabe se vai acertar ou não. Você fica tentando ela porque você sabe que ela é difícil. E por aí vai…

Aqui no Brasil são poucos skatistas de vert e bowl que lançam partes. Você sente falta de assistir partes de brasileiros pra se inspirar?
Sim. Sinto muita falta de ter mais gente lançando parte aqui no Brasil, porque as partes de vídeo elevam o nível da pessoa. Tô aqui em Floripa vendo, aí alguém lança uma parte de vídeo em transição. Por exemplo, em São Paulo, eu olho e penso, “aquele cara tá evoluindo, preciso evoluir também”. Acho que isso inspira, e acaba que no Brasil poucos fazem isso e a gente tem que recorrer aos vídeos gringos, nos americanos no caso. Senão, acaba que fica sempre as mesmas pessoas, e claro que você quer ver um estilo diferente em cima do skate. Por isso que eu sinto a falta de ver mais estilos de transição aqui no Brasil. Pra ter mais partes, mais estilos diferenciados, pro skate brasileiro evoluir junto.

Pra você, o que é Real Life Happening?
Pra mim, Real Life Happening é bem Volcom mesmo. Sabe? Underground, mistura o skate e o surf, som, música. E faz acontecer. Real Life Happening é um estilo de vida, é a real life happening acontecendo.

E você é um cara Real Life Happening desde antes de nascer. Tá no DNA da família esse seu lifestyle! Você é um dos primeiros dessa geração de pais que andavam de skate e transferiram a paixão pros filhos. Você tem noção do que é isso?
Hoje em dia eu tenho noção do que é isso. E eu ainda acho que poucos pais andam de skate com os filhos. Mas é uma coisa que foi tão natural na minha vida, que eu nem percebo. Quando eu era menor também, nem percebia isso. É tudo muito natural. Eu acho que só tenho a agradecer meu pai por ter me passado esse estilo de vida que é andar de skate, surfar e fazer o que é bom na vida. Só tenho a agradecer a ele por ter me apresentado o skate.

Esse ano já está terminando. Você já planejou algo pra 2017?
Pra 2017 eu já tenho planejado correr o circuito Vans Park Series, que é o circuito de Super Park. E coletar bastante imagens, viajar pra bastante picos pra tirar bastante fotos, guardar bastante imagens e ver se eu lanço outras partes ano que vem. Fazer um trabalho de saúde, pro corpo, que eu sempre faço fisioterapia, essas coisas. No meu ano faz a diferença, pra quando eu precisar de uma resistência maior, estar executando as manobras com mais facilidade. E é isso aí, 2017 está vindo e espero que seja um bom ano pra mim.

Tô escutando passarinhos de fundo. Você mora tipo numa floresta?
Eu moro perto da praia, então tem bastante passarinhos em volta de mim. E Floripa não tem muitos prédios, não tem muitas coisas, então a floresta predomina aqui. Acho que eu moro numa floresta sim. Tranquilidade. Floripa é a ilha da magia mesmo.

Literalmente animal! Quer comentar algo final sobre o vídeo?
Eu espero que a galera goste do vídeo. O vídeo tá bem Volcom Stone, underground mesmo. Tá bem real life happening acontecendo ali, é o dia a dia de skate aqui em Floripa.

 

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