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Sandro Dias fala sobre participação na Caravana do Esporte


Sandro Dias foi um dos convidados especiais da Caravana do Esporte, que estreou a temporada 2017 em Lauro de Freitas, Bahia. Nesse ano o skate será uma das atividades esportivas fixas do projeto itinerante de ação social do Instituto Esporte Educação e Instituto Mpumalanga, em parceria com o Unicef, ESPN e Disney.

Na cerimônia de abertura do projeto, ao lado de autoridades, medalhistas olímpicos e artistas locais Sandro foi muito ovacionado. O respeito conquistado por “Mineiro” é uma vitória para o skate, que ainda sofre muito preconceito dentro da sociedade.

Sandro participou de forma voluntária das atividades físicas e educativas com crianças de comunidades carentes da região metropolitana da capital baiana e se emocionou com o carinho recebido.

Antes de partir, ele conversou com a Tribo Skate.

 

Por Sidney Arakaki

 

Pra você, qual o sentimento de receber um convite para participar de um evento como esse?
Pra mim foi muito gratificante receber um convite da Vivian (Mesquita, coordenadora de conteúdo da Caravana do Esporte) para participar da Caravana. Eu já conheço (o projeto) desde o início, uns 12 anos atrás, quando eles começaram. Mas nunca tive a oportunidade de estar participando. Esse convite veio numa hora bacana e fiz de tudo para estar participando. E fiquei feliz pra caramba. Acho que é muito válido pro skate, pra gente mostrar o que eu posso fazer e dar oportunidade de ver muitas delas pela primeira vez em cima de um skate. Isso não tem dinheiro que pague.

Você é um dos skatistas brasileiros mais conhecidos. Você chegar ontem, com várias pessoas importantes, sendo aplaudido. Qual seu sentimento?
É um sentimento bom. Eu mesmo não acredito, não consigo quantificar a importância que eu possa ter perante as pessoas, até porque, eu nunca planejei nada na minha vida de skatista profissional. As coisas foram acontecendo muito automáticas na minha vida, minha carreira como skatista, de acordo com minha diversão, com minha evolução, com minha dedicação, principalmente. Então as coisas foram muito naturais na minha vida. E é por isso que eu não consigo quantificar o valor que eu possa ter para as pessoas, de querer estar perto, dar um aperto de mão ou tirar uma foto. E quando eu me deparo com situações como essa, eu fico mais feliz, mas eu fico espantado da responsabilidade que a gente tem. Não é nada forçado e não é nada que eu faça por obrigação, mas de mostrar, passar a imagem boa que o skate sempre me deu. Tem coisas boas, tem amizade, saúde, bem estar. Na verdade, quando a gente é reconhecido pelo nosso trabalho, é a melhor coisa que tem. E eu fico feliz por isso, por ser reconhecido por uma coisa que eu faço por 32 anos por amor.

Esse reconhecimento veio através de títulos, campeonatos.
A minha carreira sempre foi muito baseada em competições. O foco principal da minha carreira foi competitivo. Mas no Brasil, infelizmente, a maioria das pessoas que se destacam na mídia pode-se ficar mais conhecidas é com algum resultado competitivo. Não segui minha carreira competitiva para ser uma pessoa conhecida, mas foi uma coisa automática que aconteceu. Sou feliz por tudo o que eu fiz, por tudo que eu venho fazendo, continuo apoiando categorias de base e quero estar sempre participando de projetos como esse, que levam o skate para as pessoas que talvez nunca tiveram oportunidade de subir em cima de um skate. Levar o skate com qualidade, com uma cara boa. Skate com saúde. Enfim, levar o skate de primeira pra todo mundo.

Aqui não é um lado do skate competitivo.
Aqui é totalmente social, não tem nada competitivo. Mas eu sou conhecido pelo meu lado competitivo. Aproveitar esse meu reconhecimento para incentivar a criançada a estar tendo uma experiência com skate diferente na vida deles, muitos deles pela primeira vez.

Você acha que é uma função dos skatistas profissionais serem uma espécie de embaixadores, participando de ações?
Eu não acho que seja uma obrigação de ninguém fazer isso. Eu acho que é muito de cada um querer fazer o que quer na vida. Eu gosto muito de incentivar categorias de base e ver o skate crescendo em todos os ambientes. E é por isso que eu gosto de participar de projetos como esse, vendo o skate realmente crescer e dando oportunidade pra pessoas que nunca viram skate, nunca subiu num skate. É uma coisa que eu tenho comigo. Eu acho que ninguém tem obrigação de fazer a mesma coisa. Mas é uma coisa que eu gosto de fazer. Levar o bem para as pessoas e fazer as pessoas sorrirem.

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