Coletivo SHN traços e rabiscos What's Up

Traços e rabiscos com Coletivo SHN


Formado por músicos, skatista, designer, videomaker e tatuador, o coletivo SHN começou suas intervenções artísticas nas ruas de Americana, interior de SP, mostrando mais uma vez que o ‘Faça Você Mesmo’ é a ferramenta certa para se chegar ao objetivo, sendo hoje (18 anos depois) uma bela referência para o público que gosta de arte urbana. (texto Edu Revolback x fotos Marcelo Fazolin)

Coletivo SHN

Quantos estão envolvidos e quem são?
Somos seis hoje em dia: André Ortega, Daniel Cucatti, Eduardo Saretta, Haroldo Paranhos, Marcelo Fazolin e Rogério Fernandes, aka CDR.

Coletivo SHN traços e rabiscosComo e quando surgiu o coletivo?
No fim dos anos 90 já éramos uma turma de amigos em Americana que, apesar de não estudarmos nas mesmas escolas e ser de diferentes idades, sempre nos identificamos por curtir som, DIY e andar de skate ou de bike, de nos encontrar nas festas e eventos que nós mesmos criávamos na cidade.

Tivemos uma forte influência do Celso Cucatti, pai do Daniel, que convivia com a gente e tinha uma fábrica de etiquetas adesivas impressas em serigrafia.

Podemos dizer que o SHN nasceu daí; do resíduo da fábrica e do poder da chave, que o Daniel tinha. Quando acabava o expediente, íamos lá revirar o lixo, pegar sobra de tintas e gravar uma tela e fazer alguma produção de etiquetas, seja imprimindo um cartaz de uma festa que o Maguerbes ia tocar ou simplesmente fazer stickers pra colar na rua, que foi como o Coletivo SHN ficou conhecido.

Notei que não só a arte, mas a música e o skate transitam pelo caminho de vocês.
O skate, o punk, a bike, o hardcore, a arte, são assuntos que sempre estiveram na nossa conversa, e também são nossa escola, na qual aprendemos grande parte das coisas que sabemos e onde nos desenvolvemos em termos de conhecer as pessoas e os lugares que nos interessam e que se interessam por nós.

Vocês já conseguem viver da arte?
Podemos dizer que sim e que não é fácil. Pagamos cada um suas contas de vários desdobramentos de trabalho com arte e várias adequações.

Mas sim, vivemos de vender serviço de arte, de aplicar projeto em edital, de fazer tatuagem, de se apresentar com VJ, de pintar paredes, de criar projetos de arquitetura,  cenografia, produção de evento e etc.

Coletivo SHN traços e rabiscos

Como foi a trip pela Europa meses atrás?
Foi praticamente dois anos planejando os 45 dias de trip. Conseguimos encontrar várias iniciativas independentes que encaixaram na agenda e nos levaram a participar de diversos eventos.

Participamos do Festival Lata, em Londres, com a participação do Binho, Tinho, Millo e Ananda.

Fomos para Nantes, onde pintamos um painel público no canal histórico da cidade. Conseguimos ficar também quatro dias em Paris, fizemos dezenas de intervenções de rua e ainda demos oficinas e pintamos no Womad Festival, no interior da Inglaterra, que também foi uma experiência nova pra gente.

E fechamos com uma grande exposição criada em colaboração com nosso camarada Das (David Samuel), no Rich Mix, onde fizemos exposição, oficina e painel indoor, que vai ficar por um ano exposto e ainda a pintura da fachada posterior dos dois prédios da instituição.

Próximos projetos?
Médio prazo estamos preparando uma exposição para a galeria L’artichaut em Nantes, na França, para o verão de 2017. Também agora, no fim do ano, vamos participar de um projeto no parque Burle Marx.

Coletivo SHN traços e rabiscos

Traços e Rabiscos com Flavio Grão
http://triboskate.ativo.com/tracos-e-rabiscos-de-flavio-grao/

Por Redação Tribo Skate
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