Skate Homenagem RJ na capital carioca

07 de janeiro de 2019 ● POR Divulgação

O Skate Homenagem RJ é uma exposição das caricaturas que acontece no Tattoo Academy Br, na capital carioca, no dia 14 de janeiro a partir das 17 horas.

São 14 homenageados que contribuíram e/ou contribuem de forma contundente para a difusão do skate brasileiro ao redor do mundo e que fizeram a diferença em uma época e área específica.

Acreditamos na importância de levar informação às novas gerações, mostrando como o skate foi construído e quem são os protagonistas, não de uma maneira cronológica e/ou histórica, pois esse tipo de conteúdo requer conhecimento e estudo mais técnico e elaborado, diferente da forma artística que queremos apresentar.

Assim como o projeto Fotos de Gaveta, onde o objetivo era ressaltar nomes da fotografia no cenário do skate tupiniquim, o Skate Homenagem busca ampliar o trabalho para outros profissionais, como os skatistas por exemplo.

O Skate Homenagem é um projeto desenvolvido pelos mesmos idealizadores: Marcos Bollmann e Alessandro McGregor, com assessoria de Cesar Gyrão nas edições do PR e SP e Guto Jimenez no RJ.

A Tattoo Academy Br fica na Avenida das Américas, 18500 – salas 612/613/614.

Skate Homenagem Rio de Janeiro

Alexandre Calmon

Um dos pioneiros do skate carioca, Alexandre Calmon fazia parte da galera da Rua Maria Angélica, um dos berços do downhill no Rio, e sempre foi visto andando muito rápido em ladeiras, pistas e no freestyle.

A partir dos anos 80, passou a ser também um dos agitadores da cena local: ele foi cofundador da crew SKT Rio e, mais adiante, dono da marca No Limits, uma das maiores apoiadoras do cenário carioca.

Calmon foi um dos fundadores e presidente da A.S.R. (Associação de Skate do Rio), que fomentou a cena de 1991 até o início do século.

Além disso, foi coprojetista de pistas de skate, como o halfpipe do Flamengo (extinto), minirrampas de Piratininga e dos Pontões da Barra e o bowl do Rio Sul, entre outras.

Cesinha Chaves

Quando se fala em pioneirismo no skate brasileiro, Cesinha Chaves é uma referência obrigatória.

Ele é skatista desde 1968, época em que o skate ainda era chamado de “surfinho” pelos raros praticantes. Fundou a primeira marca de shapes do país, a Surfcraft, e liderou uma das primeiras equipes de competição do Rio (ZS Skates).

Ele também foi também coeditor das revistas Brasil Skate e Visual Esportivo e o primeiro a produzir e apresentar um programa com skate na tevê brasileira, em 1985, no programa Realce.

Seguiu essa carreira por mais de 20 anos com os programas Vibração e Ombak (pela MTV). Além disso, Cesinha também foi o criador do primeiro site especializado em skate no Brasil, o BrasilSkate.com.br, ainda nos anos 90.

Também participou do lançamento do canal Woohoo, dedicado a esportes de prancha e música. Atualmente, ele é artista plástico e produtor de conteúdo do Chave Mestra, o seu canal do YouTube.

Guto Jimenez

Skatista desde 1975, Guto Jimenez foi o primeiro brasileiro a competir no Mundial de Münster, na Alemanha (1987).

Ele é jornalista desde 1984 e atua como locutor de eventos esportivos desde 1988, um dos mais experientes em atividade.

Radialista desde 1992, Guto é produtor e apresentador de programas de rádio. Ele também foi fotógrafo de skate e snowboard entre 1987 e 2002, cobrindo alguns dos maiores eventos no Brasil, EUA e Europa.

Foi cofundador da UBS (União Brasileira de Skate) e da ASR (Associação de Skate do Rio), além de te4r sido conselheiro da CBSk para skate de ladeira.

Atualmente, é produtor independente de mídia alternativa (podcast e programa de rádio) e editor de conteúdo da plataforma digital CRVIS3R Skateboarding.

Jorge Zunga

Um local da pista de Campo Grande nos anos 80, Jorge “Zunga” sempre mostrou muita base onde quer que tenha uma transição.

Ele é o dono da Vertical, marca de skate e distribuidora que é uma das grandes apoiadoras dos cenários local, regional e nacional.

Zunga mantém as bases em dia e é um competidor muito difícil de ser batido, tendo se consagrado campeão brasileiro de banks e bowl nas categorias Legends e Grand Legends nos últimos anos.

Ele ainda acha tempo pra ser organizador de eventos de skate regionais e nacionais, sendo também o fundador e presidente da Equipe Lantras.

Edu Pessanha

A Cidade Imperial é um belo e conhecido destino turístico, mas também é chuvosa, tem pavimentação irregular e uma população bem conservadora. Edu “Stuart” tomou pra si o desafio de fomentar a cena de skate local a todo custo, fosse construindo obstáculos com outros locais ou divulgando as sessões da galera pela rede.

Seu blog Skate Sem Fins Lucrativos atraiu os olhares do país pra cena de Petrópolis. A partir daí, Stuart passou a se envolver com a produção de vídeos locais.

Atualmente, a Soma Skate Shop é uma das grandes agitadoras da cena local, promovendo eventos que misturam skate com arte e fotografia, levando um pouco de cultura alternativa à tradicional cidade da Região Serrana.

Rio Ramp Design

Fundada pelos skatistas Sylvio Az e Bruno Pires ainda nos tempos de faculdade de arquitetura, a Rio Ramp Design se especializou na construção e revitalização de pistas de skate e de áreas pra prática do esporte.

Entre os skateparks construídos pela firma, estão as pistas de concreto do Parque Madureira, que estimularam a prática de skate na ZN do Rio, as pistas do Horto Florestal (Fonseca) e da Praia de São Francisco, em Niterói, e o bowl do 399 Bar, no Recreio.

A RRD também trouxe vida nova à histórica pista de Campo Grande, além de ter renovado completamente a área de skate na Praça Duó, na Barra da Tijuca.

O reconhecimento local levou a empresa a participar na construção de skateparks em outros estados e no exterior, sem contar com as suas intervenções no paisagismo de áreas como o MAM e em eventos como o Arte Core e o STU Open.

Edmar Rodrigues

Um skatista que começou a praticar o freestyle nos anos 80, Edmar “Marroca” Rodrigues sempre foi um dos competidores mais técnicos e dedicados da cena nacional.

Nas últimas três décadas, ele participa e organiza eventos locais e faz demonstrações em escolas, clubes, igrejas e onde quer que haja um local para apresentar a modalidade ao público leigo.

Depois do retorno às competições, Edmar já ganhou diversas disputas e sagrou-se campeão brasileiro por categorias de skatistas veteranos.

Nos últimos tempos, ele vem se dedicando a organizar clínicas de skate com o objetivo de conquistar cada vez mais pessoas de todas as idades.

MHS

Coletivo de skate familiar fundado nos anos 90 pelo “Seu” Mário Herdade e seus filhos skatistas Marcelo “Marbal” e Marcos, a MHS começou como construtora de rampas de madeira com estruturas metálicas desmontáveis.

Essa característica possibilitou a difusão do skate em diversos locais no Rio e na Baixada Fluminense, em clubes, áreas de shoppings e até em algumas ruas.

Mais adiante, o histórico MHS Skate Park de Jacarepaguá foi um núcleo do skate, música alternativa e graffitti no Rio nos anos 90 até a virada do século.

Atualmente, Marbal comanda a MHS na construção de rampas e obstáculos de madeira para campeonatos e eventos em escolas, clubes e propriedades particulares.

Ho-Ho

Um dos primeiros locais da pista de Campo Grande, Roberto “HoHo” começou a andar ali assim que a primeira parede foi construída e era quem tinha o maior domínio das transições da pista original.

Ele foi skatista profissional nos anos 80 e 90, competindo no vertical representando o Rio e sendo um dos poucos brasileiros a executar o ho-ho plant com perfeição, fato que lhe valeu o apelido.

Há mais de 30 anos, Roberto comanda a Escolinha Formiga de Skate, que ensina as bases pra alunos de todas as idades, além de organizar eventos locais com os seus alunos e os de outras escolinhas da cidade.

Leo Lopes

Um dos grandes nomes do street carioca em todos os tempos, Léo Lopes (ex-“Leo Careca”) tem uma das histórias mais longevas da modalidade em todo o país.

Ele é um autêntico skatista de alma, com o incrível dom de fazer com que manobras complicadas pareçam fáceis de serem executadas.

Embora tenha sido um competidor que dava muito trabalho durante os campeonatos que participava, é nas sessões que o Leo deixa os outros de queixos caídos.

Artesão de mobiliários, ele criou um banco feito de shapes reciclados cuja estrutura acabou se tornando uma referência para designers do ramo em todo o país.

Bruno Funil

As ruas e minis da ZN carioca produziram um dos comunicadores mais carismáticos do skate brasileiro.

Bruno Funil é um militante do cenário local e estadual há alguns anos, com uma atuação marcante tanto nos bastidores quanto na linha de frente.

Através do NES (Núcleo Escola de Skate), ele não só ensina as bases do carrinho pra gente de todas as idades, como também organiza eventos de fomento ao skate por todo o estado.

Como se não bastasse, Funil é um dos melhores locutores de campeonatos de skate do país, além de comentarista de transmissões de campeonatos por uma emissora de TV a cabo.

Coletivo XV

Fundado por um grupo de amigos streeteiros, o Coletivo XV foi o responsável pela mobilização que culminou na liberação da área da Praça XV aos skatistas, após a reforma executada no local no final do século 20.

A partir daí, o coletivo passou a ocupar o local com obstáculos criados por eles mesmos, criando um núcleo de street numa região histórica no Centro do Rio.

Como se não bastasse, são eles os responsáveis por alguns dos eventos de skate orgânicos mais expressivos da cidade, como o Go Skate Day por exemplo, além de promoverem exposições de arte e fomentar debates para difundir o skate e a sua cultura pela cidade.

Júlio Feio

O cenário fértil de minirrampas do Rio nos anos 90 produziu um dos skatistas mais técnicos em transições de todo o Brasil.

Desde sempre, o nome de Júlio Feio é associado a manobras complicadas em pistas e picos de skate, já que ele também foi um dos competidores de street mais consistentes do Rio.

Mesmo afastado dos campeonatos por alguns anos, o seu retorno foi nada menos que triunfal: desde que voltou, ele já se sagrou tricampeão brasileiro de bowl e de banks na categoria Masters.

Agora um quarentão, esse simpático carioca continua sendo um dos favoritos nas disputas que participa em todo o país, sempre com um sorriso no rosto.

Allan Mesquita

Da Região dos Lagos para o mundo. Pode parecer um clichê, mas não seria nenhum exagero no caso do Allan Mesquita, um dos skatistas mais consistentes e atirados do país.

Andando muito bem desde muito novo, ele foi o grande representante do skate fluminense em competições nacionais e internacionais por alguns amos.

A sua velocidade supersônica e sua impressionante mistura de manobras aéreas e de bordas o levaram a ser considerado um dos melhores skatistas de bowl do mundo.

Atualmente morando em Florianópolis, Allan continua a impressionar a todos com linhas muito rápidas e manobras de impacto, como a sua marca registrada, o backflip transfer.